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Vejam as mais recentes fotos da Misaki:
 
Percebam que interessante ficou a pelagem desta fêmea (a caçula da ninhada): caramelo com uma capa preta.

Escrito por Renata Appel às 18h21
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Após quase 7 meses sem postar ( ), vejam só as últimas fotos de Kenshin e Shihan!!!
(reparem a pequena diferença das fotos de novembro)
Carnaval 2007

A placa não menciona raposas!!! 

 


29/05/07

 
 
Escrito por Renata Appel às 21h19
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Fotinhas do 2º e 3º filhotes
Período: outubro/novembro
Kenshin
 
  

Shihan
 

 

Escrito por Renata Appel às 00h18
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Fotinhas dos filhotes
Período: julho/agosto/setembro
Keni'sh

 
Kenshin
 

Shihan
 

Misaki

 
Escrito por Renata Appel às 21h50
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Vídeos dos Shibas no You Tube
Escrito por Renata Appel às 20h47
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Filhotes com 5 meses
Por ordem de nascimento:

Keni'sh - totalmente a cara do pai!!!

O lindo, doce e carinhoso primogênito vermelhinho...


Kenshin - o 2º filhote!

O machinho sésamo e seu papai atrás - os dois são muito fofos e parecidos!


Shihan, o machinho black and tan...

Esse cara é o mais guloso de todos!


Misaki, a fêmea sésamo caçulinha...

Princesinha de lacinho posando pra foto...
Escrito por Renata Appel às 21h39
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Canil Kanzan Seido

Proprietário: Alexandre Appel da Silva
Contato: (51) 99973535
Filhotes com 2 meses:
 
Kenshin
 
Shihan
 
Misaki
Escrito por Renata Appel às 23h51
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O Shiba Inu
 
Kanzan Seido of Kyoko nasceu em 15/12/2000
O Shiba Inu é o cachorro nativo mais antigo do Japão, com notícias de sua existência desde as idades primitivas, de tempos anteriores ao início da história registrada do Japão. Restos de seus esqueletos, sugerem eles coabitaram junto com homens, durante o período da Idade de Pedra. Ao redor de 7.000 a.C., os antepassados do Shiba de hoje podem ter acompanhado os primeiros imigrantes para o Japão. Escavações arqueológicas feitas nas ruínas do período de Joman nos revelaram que a partir das formações-concha deixadas pelo povo Jomonjin, ou por pessoas do Padrão Corda (um nome que derivou do padrão achado nas louças deixadas por eles no solo onde habitaram), mostra que eles tiveram cachorros pequenos com altura entre 14,5 a 19,5 polegadas (37 a 49,5 cm).
 
Ele é o papai da família Kanzan Seido, de Porto Alegre/RS
Desenhos primitivos e esculturas indicam que um cachorro semelhante ao Shiba existiu no século III a.C. Por esta época, um grupo novo de imigrantes trouxe seus cachorros para o Japão. Em As Crônicas do Japão (Nihon Shoki), o documento histórico mais antigo do Japão, e em outra literatura, está registrada a importação de cachorros do continente asiático. Ele também registra que era costume nomear-se os cachorros e usá-los para caça. Estes cachorros cruzaram então com os descendentes dos cachorros de Jomonjin, resultando em caninos conhecidos por terem orelhas eretas e rabos enrolados ou em forma de foicinha. O habitat do Shiba era originalmente as áreas montanhosas situadas em frente ao Mar do Japão; viviam nos tempos de inverno ao ar livre.
 
É um shiba inu vermelho, de porte altivo e caráter reservado
Tradicionalmente eles eram usados como cachorros da família, excelentes para guarda, caça de pequenos animais, pássaros e até javalis e ursos, além de esportes rasteiros. Os Shibas ocorreram em uma variedade de cores, mas eles também eram chamados de aka-inu ou "cachorro vermelho”, pois o vermelho é, sem dúvida, sua cor preferida.
 
Vejam como ele é relax...
Depois do período de Tokugawa (1603 - 1867) foram importados muitos tipos de cachorros de todo mundo, juntamente com suas culturas. A tendência generalizada era de enaltecer as coisas ocidentais, e as espécies caninas estrangeiras foram altamente valorizadas. Setters ingleses e Pointers foram importados da Inglaterra, e a caça se tornou um esporte no Japão durante o período de 1868 - 1912. Nesta época, fizeram-se cruzamentos entre os Shibas e os cachorros ingleses, prevalecendo-se seus resultados, sendo que um Shiba puro ficou raro a partir de então.Como resultado desta situação, os cachorros japoneses nativos foram sendo gradualmente misturados, degradando-se sua essência, até que a situação tornou-se séria nos anos seguintes, durante o período de Taisho (1912 - 1926).
Escrito por Renata Appel às 01h50
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Adora tirar sonequinhas ao longo do dia
A situação incitou alguns apreciadores dos cachorros japoneses a protegê-los. O Ministério de Educação do Japão, em decorrência da necessidade de preservar os cachorros japoneses, designou-os como monumentos nacionais, uma das valiosas propriedades japonesas. Esta ação muito ajudou na preservação do puro sangue dos cachorros japoneses atuais. Nesse período de 1912 - 1926 os Shibas puros limitaram-se em áreas sumamente escassas. Caçadores e outras pessoas conscientes movimentaram-se pela preservação dos Shibas puros ao redor de 1928, época a partir da qual a preservação de um número limitado de animais de raça pura começou seriamente.
 
Príncipe Kanzan Seido fazendo pose
Por esta época, o Nihon Ken Hozonkai (Nippo) foi fundado, o que em inglês significa algo como: "A organização para preservar o cachorro japonês”. O clube foi reconhecido pelo governo japonês como organização oficial e foi fundado para salvar o cachorro japonês de ser extinto. O primeiro Nippo Dog Show foi organizado em 1928. Esta tradição tem liderado o que nós hoje conhecemos como os Nippo National Dog Shows, onde cerca de 800 ou mais Shibas são registrados, não sendo esta uma visão incomum.
 
Um machinho lindo desses não poderia ficar sozinho – procuramos uma namorada pra ele
Da raça nativa japonesa original, surgiram 6 raças distintas, agrupadas em 3 tamanhos diferentes, conforme seu desenvolvimento. São eles: tamanho grande (Akita), tamanho médio (Kishu, Hokkaido, Shikoku e Kai) e o tamanho pequeno: o Shiba.Os cachorros japoneses são classificados pelo tamanho, lugar da criação e utilização. Pela utilização, todas as raças nativas do Japão foram criadas para caçar. Nos primórdios, o Shiba era usado como um cachorro de caça para quaxinim, raposas, faisão e lebres, embora a maioria o usa como sendo da família e em exposições.
 
Buscamos Mimei diretamente de São Paulo
O moderno cachorro japonês foi desenvolvido por uma seleção repetida de cães, que se instalaram no Japão depois da migração racial antiga. Havia leves diferenças entre as raças de acordo com as áreas de onde eram originários, sendo que eram três as variedades principais de Shiba, cada uma levando o nome de sua região de origem, isto é os Shinshu Shiba, da região de Nagano, os Mino Shiba, da região de Gifu e os San’nin Shiba da região norte-oriental da terra principal. Embora semelhantes, o Shibas de cada área contribuíram para as diferenças no tipo de raça visto hoje.
Escrito por Renata Appel às 01h43
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A linda fêmea sésamo veio com pouco mais de 1 mês morar com sua nova família humana
A descrição seguinte refere-se à menor raça nativa do Japão, o Shiba-inu. O nome Shiba-inu é uma palavra do dialeto Nagano que significa "Pequeno Cachorro do Mato”. Uma explicação também popular é que a palavra Shiba quer dizer "mato", e os cachorros foram nomeados devido os arbustos de mato onde eles caçaram. Outra teoria é que a cor vermelha ígnea do Shiba é igual à cor das folhas do mato no outono. Uma terceira teoria é de que o significado obsoleto da palavra Shiba, refere-se ao seu tamanho pequeno. Estas explicações, combinadas freqüentemente levam o Shiba a a ser chamado de "o pequeno cachorro do mato”.
 
Mimei é do dia 01/12/2003
O Shiba atual é o produto de procriação selecionada de três linhas diferentes de Shibas; o San'in, o Mino, e o Shinshu. O San'in em Shiba, derivou-se das raças Sekishu e Imba, ocorrendo em maior número nas prefeituras de Shimane e de Tottori. Como eram os Shibas independentes, os San'ins eram conhecidos por serem arredios. A segunda raça antiga é o Mino Shiba que era menor e de cor ígnea vermelha. Tinham o fundo-marrom, olhos triangulares e as orelhas eretas triangulares carnudas do Shiba de hoje. Também caracterizavam-se pelo Sashi-o (rabo estendido) ao invés do rabo enrolado do outro Shibas. A terceira raça ancestral é o Shinshu Shiba, que se derivou do Kimawa Shiba. Estes também eram cachorros menores e, principalmente, vermelhos, com pêlos de cerdas grossas no casaco exterior e uma base macia e densa.
 
Kanzan teve de esperar por 2 anos até que sua prometida virasse uma mocinha
Olhos são um dos pontos críticos para o Shiba japonês, distinguindo-os dos cachorros ocidentais. Os olhos de um cachorro, independente de tipo e espécie, geralmente refletem a sua atração. Esta é uma característica especialmente evidente no cachorro Shiba. Os Shibas têm olhos moldados em forma de amêndoa, descansados debaixo de pálpebras grossas. Nenhum deles têm olhos arregalados como os pequineses, malteses e pomerânios. Com a aparência solitária e calma, seus pequenos olhos amendoados sugerem um espírito ardente. A primeira impressão que o Shiba transmite é uma falta de sofisticação, um toque de natureza que escapou à composição humana no processo de procriação selecionada. De fato, o Shiba escapou à artificialidade que acompanha o processo de melhoria e fixação das espécies. Eles incorporam a beleza e o tipo selvagem com dignidade. Dureza e resistência são outras características do Shiba. Muito bem construído, ele raramente cai doente. Não é fastidioso em sua alimentação e pode resistir tanto ao frio quanto ao calor. São pequenos cachorros singularmente fortes e robustos, que não requerem os penteados freqüentes e cuidados que muitas raças exigem. Têm pelo curto, orelhas eretas e rabo completamente naturais, um corpo muito compacto, musculoso que lhes dá grande agilidade e uma atitude de dignidade, graça e elegância.
 
Diferente de Kanzan, que tem um temperamento mais Yn,calmo e introspectivo, Mimei mostrou um forte lado Yang, mais animada e extrovertida
Os Shibas têm uma aparência de raposa, o que os torna muito cativantes. São muito espertos e inteligentes e alguns têm comportamento e aparência totalmente perto do primitivo, chegando a se assemelhar ao lobo e, às vezes, com hábitos noturnos. O Shiba tem seu próprio maneirismo, freqüentemente sendo apontado pelos seus fãs, os treinadores japoneses, como um tipo de cachorro para pequenos jogos, de certo modo sugerindo o espírito sério e tenso do samurai.
Escrito por Renata Appel às 01h39
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Os dois foram criados juntos, conhecendo melhor um ao outro
Ele raramente salta ou se atira para as pessoas. Nem executa ações danosas como mastigar e puxar coisas como um cachorro comum às vezes o faz. Enquanto outros cachorros se divertem, o Shiba japonês freqüentemente observa quieto com as patas dianteiras juntas, como se desejando saber o que todo o mundo pensa, sendo este um comportamento tão divertido. Ele parece preferir solidão à atividades. Esta característica às vezes confunde seu dono, não lhe permitindo evidenciar o que o Shiba pensa e quer. Tranqüilo e plácido por natureza, ele entende como o homem pensa, permanecendo como bom amigo em condições tácitas.
 
Mimei atacando o rango do noivo e recebendo uma bronca daquelas; além disso, ela fazia (e faz até hoje) mais outras mil estripulias com o Kanzan, como subir em cima dele e dar-lhe umas mordidinhas
A confiança, probidade e lealdade da raça para com seus donos e suas famílias são uma declaração comumente muito repetida pelas pessoas japonesas que os possuíram. Com o seu charme natural, eles se tornam rapidamente um amigo insubstituível. O caráter destes cachorros sugere o de pessoas japonesas antigas, austeras, valorosas, fiéis, de boa natureza e gentis, altamente afetuosas e sensíveis à bondade de seus donos. Machos e fêmeas têm aparência distinta: machos são masculinos sem grosseria, fêmeas são femininas sem fragilidade de estrutura.
 
Mimei cresceu... e virou mamãe...
O padrão de raça foi unificado finalmente em 1934. Em 1936, os Shibas foram conduzidos a serem protegidos pelo governo japonês, e também foram considerados como memória nacional e monumento natural. Logo após, a raça foi criada e implementada para se tornar uma raça superior como é conhecida hoje, assim como as outras raças de origem japonesa.
 
Dando de mamar aos 4 filhotes, que nasceram no dia 17/12/2005
A Segunda Guerra Mundial quase acarretou um desastre para o Shiba. Enquanto o Mino e Sanin Shibas foram praticamente extintos, os Shinshu Shibas sobreviveram. Depois da guerra, os Shibas foram trazidos das remotas zonas rurais, e criaram-se programas de recuperação. As linhas de sangue remanescentes foram combinadas para produzir a raça como hoje é conhecida. Há dois clubes no Japão que registram os pedigrees dos Shibas. O maior e o mais prestigiado é o Nihon-Ken Hozonkai ou "Nippo" ("Associação para a Preservação dos Cachorros Japoneses”). Mais ocidentalizado em estrutura está o Japan Kennel Club que provê genealogias de Shiba em inglês.
Escrito por Renata Appel às 01h32
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Mãezinha dedicada
Em 1948, o Japan Kennel Club (JKC) foi fundado e autorizado pelo governo japonês como sendo uma "associação comum para todas as raças caninas". Ambos, Nippo e JKC se reconhecem mutuamente. O padrão de Shiba pela Nippo serve de base para o padrão do Japan Kennel Club (JKC) e para o padrão F. C. I. O padrão de Nippo é um padrão muito completo. Se você só usar o padrão de base (como por exemplo o que a F. C. I. faz) sem levar em conta os comentários e explicações, você pode incorrer facilmente em uma interpretação injusta, como por exemplo, no padrão relativo à cor, os desenhos, a formação do corpo e assim por diante. Por exemplo, você nunca vai ver em um Nippo Dog Show qualquer Shiba provido de pernas e narizes curtos. Mas pode-se ver muitos deles fora do Japão.

Nasceram 3 machinhos e 1 fêmea: um vermelho, um sésamo e um black and tan e uma sésamo
Saiba porque esse cão oriental, caracterizado pelo estilo ímpar de fazer companhia, é muito popular no Japão, e escasso nos principais centros cinófilos do ocidente, ou criado pela cinofilia ocidental
 
Seus nomes, respectivamente: Ken’ish (filho forte primogênito), Kenshin (a força da espada), Shihan (modelo) e Misaki (flor de beleza)
O Shiba é um sucesso em seu país, o Japão. Lá ele é encontrado pelas ruas, com freqüência. É o cão de origem japonesa mais popular.Existe no Brasil há mais de 40, anos. Este pequeno cão oriental é um conhecido habitual do povo nipônico. É comum encontrá-los nos Estados Unidos, Inglaterra e França. O mesmo não ocorre no Brasil, onde os registros anuais são poucos. Os cães nipônicos tiveram pouco espaço na televisão e no cinema, grandes responsáveis por lançar ao público os "objetos de desejo" – incluindo-se aí as raças caninas. Quem é capaz de lembrar rapidamente de algum filme no qual estrelassem raças japonesas? Difícil. Tanto que entre estas, apenas o Akita tem uma popularidade considerável nos principais pólos cinófilos do ocidente. As demais raças, como o Hokaido, o Kai, o Shikoku, o Kishu e o próprio Shiba (todas bem parecidas fisicamente com o Akita) são ilustres desconhecidas da maioria das pessoas. A língua, a distância e a cultura diferente do Japão influenciaram a pequena penetração dos cães orientais. "Para nós, americanos, fica mais fácil a comunicação com a Europa, mesmo porque a Inglaterra fica lá", ressalta a norte americana Jacey Holden, criadora da raça há mais de uma década e Vice-Presidente do National Shiba Club of America. "Traduzir livros e documentos orientais, a exemplo dos próprios padrões de raça, é uma das dificuldades para introduzir assuntos nipônicos em países ocidentais. Grande dificuldade é o fato de o criador japonês não gostar de revelar informações sobre a criação e os cães que vende".
 
Os filhotinhos, ao completarem pouco mais de 1 mês, foram encaminhados a famílias humanas (eu mesma fiquei com o Shihan)
Existe uma explicação para esse estilo muito particular. "O japonês não é tão liberal para se expressar e para escrever como os povos ocidentais, e gosta de acompanhar de perto o trabalho que faz, por isso tem receio de exportar cães", revela Jacey. Há também o fator financeiro. "A pequena criação do Shiba o torna mais caro do que as raças de companhia populares, por exigir importações", completa.
Escrito por Renata Appel às 01h28
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A pobre Mimei sentiu muito a falta dos filhos, ficou dodói, mas agora já está recuperada. Infelizmente, os shibas não podem conviver, pois há disputa de liderança e ciúmes.
O primeiro exemplar, quem o trouxe para o Brasil, foi o japonês Sr. Noriuki Doi, radicado no Brasil desde 1958 e que cria Akitas desde 1973. Mas Sr. Doi mantinha recordações de uma outra raça que sempre via pelas ruas do Japão e que tinha o porte pequeno. Era o Shiba. "Resolvi importá-lo pois queria implantar aqui uma raça japonesa de companhia e não de guarda como o Akita", lembra Sr. Doi, que em 1986 trouxe um casal. No ano seguinte, nascia a primeira ninhada e, depois, mais outras. A grande semelhança com o cão de guarda japonês, o Akita, que já tinha na época vários adeptos no Brasil, fez com que pessoas que se dedicavam a essa raça se interessassem pela sua versão diminuta.
 
Close de 2 filhotinhos...
Aqui, os primeiros registros de filhotes na Confederação Brasileira de Cinofilia são de 1990. Antes disso, em 1986, o Shiba já havia pisado em tereno brasileiro. Assim, em 1990, o Sr. Maki trouxe seus primeiros exemplares e os registrou. Nos anos seguintes, outros criadores de Akita seguiram o mesmo caminho. Hoje, em todo o Brasil, a ainda restrita criação de Shibas se concentra principalmente na maioria de criadores de Akita.
 
Cabiam na palma da mão...
Um traço importante do perfil do Shiba para o povo japonês é o fato de ser principalmente um cão de companhia. É que no Japão, quem dita as regras mesmo são as raças de companhia. Cães de guarda definitivamente não parecem destinados a fazer sucesso. "Ele tem a aparência que os fabricantes tentam capturar quando fazem o bicho de pelúcia mais popular que existe: " o ursinho", descreve a americana Jacey Holden, resumindo o atrativo que, literalmente, é o mais visível da raça: a fofura. "Os olhos escuros e triangulares somados à pelagem cheia, que, ao redor da cabeça, contribui para torná-la arredondada, reforçam a idéia de um bicho de pelúcia", complementa a criadora. Mas Jacey vai além e garante que se “o jeito é de bichinho de pelúcia, o temperamento é de machão”. Ela se refere ao estilo de se impor da raça. E é esse estilo que faz do Shiba um cão interessante, feito para um público especial. Diferente da idéia que predomina sobre as raças de companhia, que normalmente solicitam a atenção do dono e gostam de estar grudados a ele fazendo o possível para agradá-lo, o Shiba é mais independente, sempre ficando na dele. Pertence ao grupo de cães spitz, que se caracterizam não só por peculiaridades físicas como o focinho afilado e rabo portado sobre o dorso, mas também pelo temperamento mais independente e reservado.
 
Kenshin maiorzinho, em seu novo lar
O Shiba, de forma geral, acompanha a chegada do dono com olhar de cumplicidade, sacoleja a cauda placidamente e se aproxima para dar as boas-vindas. É o tipo do cão que os entendidos classificam como independente. "Se o Shiba tivesse de escolher uma palavra, ele escolheria a palavra ‘meu’: meu sofá, minha comida, minha água", brinca a americana Jacey. Um Shiba sabe impor sua posição. Sua prioridade não é agradar ao dono e sim a ele mesmo. Convencê-lo pela força é improdutivo. As facetas da raça foram bem resumidas pelos criadores japoneses. Eles usam apenas três palavras para defini-la:
Escrito por Renata Appel às 00h58
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Shihan, o filhote que adotei...
KAN – I - QUE SIGNIFICA OUSADIA, SERENIDADE, E FORÇA DE VONTADE.
RYOSEI – QUE SE PODE TRADUZIR COMO BOA ÍNDOLE E CORDIALIDADE.
SOBOKU – QUE É ALERTA COM O ESPÍRITO ABERTO E REFINADO.
 
Ele é muito fofo! Tem carinha de morceguinho!
Quem aprende a conviver com o Shiba consegue um grande companheiro. “Em vez de gritar ou bater quando seu Shiba fizer algo de errado, apenas fale num tom firme. Além disso, sempre fique bastante em sua companhia; ele tem um estilo menos absorvente e não fica exigindo que brinque ou lhe dê atenção", aconselha a americana. O resultado é que o Shiba, que dorme dentro de casa, não destruirá as coisas, não fará xixi no lugar errado e nem ficará desafiando seu dono, pois não terá motivo para isso.
 
O bichinho não pára de crescer!
"O jeitão sossegado dele conquista todos até os que relutam em ter um cão dentro de casa, pelo receio da bagunça que podem fazer". Educar o Shiba desde pequeno é essencial para torná-lo menos impositivo. Conviver com o máximo de proximidade do cão também é importante para que fique mais interativo, tanto que existe uma tendência dos criadores a entregar os filhotes já com as primeiras noções de socialização.
 
Shihan - filhote amado!
"Enquanto fui Presidente do National Shiba Club of America por 2 anos, procurei sempre conscientizar os criadores e proprietários a socializar os filhotes desde cedo", diz a criadora há mais de uma década, Leslie Ann Engen. “Essa foi a melhor forma que encontramos para diminuir o número de donos insatisfeitos que devolvem seus Shibas”, completa. Na Inglaterra, tem ocorrido o mesmo. "Os criadores ingleses gostam de vender os filhotes socializados, tanto que é comum buscarem orientação para fazer isso, em nosso Clube", conta um dos Diretores do Japanese Shiba Inu Club of Great Britain, Roy Mulligan.
Escrito por Renata Appel às 00h58
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